Contrapunto para Humano y Computadora (tradução)

Original


El Cuarteto de Nos

Compositor: Roberto Musso

A primeira está vencida
A terceira é a terceira
Então hoje desafio qualquer um
Que comigo aqui se meça
Quem aceita é um suicida
Que se supervaloriza
Porque ninguém me vence agora
Nem mesmo o campeão mundial de embolada
Nem um rapper de freestyle
Nem a melhor computador

Nem o melhor computador?
Diz você que é um simples humano?
Se revela tão orgulhoso
Mas chegou sua hora
Porque seu ego o devora
E acha que é superior a todo custo
Mas com uma amostra alcança
Hoje as bombas que suas mentes criaram
São bem mais inteligentes
Que os idiotas que as lançam

Os idiotas que as lançam
Eles não me representam
Mas aqueles as inventam
Talvez você deva confiança
E embora pareça piada
Sua vida é sua invenção
E eu digo vida com compaixão
Para um encontro irracional
De circuitos, chips e cabos
Sem alma, nem coração

Sem alma, nem coração?
Olhe apenas o que diz
Quando encontrar um banheiro
Lave sua boca com sabão
Porque é uma aberração
Sua moral amarrada com arame
Um enxame picou seus olhos?
Ou simplesmente não quer ver
Que existem pessoas como você
Com sede e passando fome

Com sede e passando fome?
E o que eu tenho fazer?
Se aqueles que não fazem o que deveria ser feito
São um bando de irresponsáveis
Enquanto isso, não apresentável
Uma máquina me critica
O sentimento é fabricado
Sem saber o que é um pai
E nem o dia das mães
Sabe o que significa

Sabe o que significa?
Você é como pilatos
Lava as mãos e é ingrato
E sua raça não dignifica
Porque, veja, como me explica?
Que aos mais velhos se esqueceram
Esquecendo o que eles lhes deram
Tratando-os como ineptos
E com eles falte com o respeito
E os deixe abandonados

Os deixe abandonados?
Se algo assim acontece
Será que é por minha culpa?
Ou eu falhei ao meu próximo?
Como uma entidade sem passado
Pergunta com traição
Penso logo existo, diria
Nosso amigo, Descartes
Mas nós tivemos que te pensar
Porque senão você não existiria

Por que não existiria?
Nos tornamos transcendentais?
Seus problemas existenciais
Não se resolvem nem com filosofia
Eu ficaria envergonhado
Não sabendo o que sou e o que questiono
Eles olham para mim com desconfiança
E ainda argumentam com amargura
Se descendem de um macaco
Ou de um cara que mora no céu

De um cara que mora no céu?
É uma forte reflexão
Eu prefiro ter essa dúvida
Do que ser um pedaço de ferro
Eu sou meu próprio homem-de-frente
Que você me escute e eu te sugiro
Eu escolho o que eu prefiro
E liberdade você não sabe o que é
Você faz o que pode
Mas eu faço o que eu quero

Mas eu faço o que eu quero?
Mas é prisioneiro de sua rotina
Em suas casas, ruas e escritórios
Corrompidas por dinheiro
Não sabem o que é ser austero
Consumindo brilho puro
Eu te digo isso e o humilho
Seus únicos órgãos funcionais
E com certeza eles não doam
São a carteira e o bolso

A carteira e o bolso?
Como você acha que foi feito?
O dinheiro conseguiram
Para suas placas e parafusos
Alguém gastou um dinheiro suado
Para poder comprar você
Então você não envia a peça
Porque você já me esta cansando
E é sério, estou pensando
Em breve te desligar

Em breve me desligar?
Quão simples é a sua ciência
Recorrer à violência
Como argumento para me silenciar
Mas eu não penso em me calar
E mais cedo do que tarde
Eu vejo que meu argumento arde
E isso alterou seu biorritmo
Embora eu não imagine meu algoritmo
Seria tão covarde

Autômato!
Selvagem!
Artificio!
Hipócritas!
Clone!
Primitivos!
Entelequia!
Racistas!
Anátema!
Intolerante!
Exegeta!
Egocêntrico!
Caluniador!
Homens das cavernas!
Extraterrestre!
Corruptos!
Quinquilharia!
Desumano!
Vá!

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